
| 28/04/2004 01:58 Isso nunca me aconteceu antesEste texto, apesar do seu título sugerir, não é sobre uma brochada. Ou melhor, é sim. Só que sobre uma brochada moral, que eu acho que é a pior de todas. todos que me conhecem, sabem que eu sou uma "feminista furiosa", embora tenha minhas opiniões que desvirtuem um pouco da mística do movimento. Mas isso realmente não importa agora. O que importa é que eu fui vítima de preconceito sexista. Fui discriminada no mercado de trabalho por um simples fator: ser mulher. A linha de pensamento feminista com a qual me identifico é a da Simone de Beauvoir, que não prega que as mulheres devem ser melhores que os homens, o que de certa forma é glorificar uma outra forma de opressão. Isso, jamais. A escritora afirmava "não nasci mulher, me tornei mulher" e é nisso que eu acredito. nas liberdades e igualdade de direitos civis e principalmente respeito. E isso inclui igualdade de oportunidades. Hoje eu entrei em contato com uma pessoa responsável por um site voltado para o público GLS. Eles estão precisando de jornalista e como estou procurando emprego, uniria o útil ao agradável. A melhor matéria que eu fiz na vida foi sobre a discussão sobre a criação de uma delegacia para atender aos crimes de ódio praticados contra homossexuais. Fazer a matéria foi um tesão. Conversei com uma travesti que foi presa injustamente, com um sociólogo que estudava a vida dos travestis em Belém, com o fundador do Movimento Homossexual de Belém. O jornal que eu trabalhava acabou não publicando. Quando surgiu essa vaga pensei que finalmente teria a oportunidade de trabalhar num meio no qual não tenho experiência - o jornalismo online - e ao mesmo tempo trabalharia com pessoas legais, de mente aberta e com uma causa que eu acredito. Mas toda essa expectativa foi frustrada pelo fato de eu não possuir um pau. Sim, leitor, foi isso que aconteceu. O cara nem se deu o trabalho de conversar comigo, de olhar o meu currículo ou me chamar para um teste. Não tive oportunidade de mostrar se tinha competência para o cargo, que nem pegava bem. Na verdade, o salário era uma miséria mas era a última coisa que me importava porque, graças ao bom Deus, eu não preciso trabalhar pra viver. Eu queria pela experiência. Mais que isso, eu queria por amor. Pelo meu amor ao trabalho, pelo amor que eu tenho a fazer matérias para um público com o qual me identifico. Até agora não me confirmei. Isso nunca me aconteceu antes e foi acontecer justamente no lugar que eu menos esperava, num site gay. Logo comigo, que defendo a liberdade e o respeito nas relações humanas. Lembro do dia que faltei pular no pescoço da professora que falou que os alemães até hoje são nazistas e na mesma aula alou mal de judeu e que os gays deveriam ser "curados". Não foi pelo fato de eu ter amigo alemão, amigo judeu e amigo gay presentes. Foi porque simplesmente era absurdo. E agora isso. Nessas horas é que eu penso como o Sex Pistols: No future, no future! CANTINHO TERRORISTA: Agora estou aqui pensando se escrevo uma carta pro cara reclamando, se desencano ou se denuncio. Além de imoral, isso deve ser ilegal! enviada por Lady Stardust Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?) |
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